RENDA DE BILROS


A renda de bilro foi, no século XIX, uma atividade feminina praticada no âmbito doméstico. Surgiu provavelmente do bordado, porém é diferente deste porque trabalha com pontos no ar, sem tecido. Tem significativa importância na economia doméstica e social da população catarinense já que “onde há redes há rendas”.

Segundo artigo de Doralécio Soares, publicado na revista da Comissão Catarinense do Folclore, em 1957, “as rendeiras da Ilha de Santa Catarina, na sua maioria, descendem de portugueses da Ilha dos Açores; tradicionalmente herdaram dos seus antepassados a arte de executar rendas que, ainda na época atual, transmitem às gerações que surgem”.

O material utilizado na confecção de rendas é composto de fios, bilros de madeira, almofada cilíndrica, alfinetes e cartões furados (piques) que, com movimentos rítmicos dos bilros, a rendeira tece a mais conhecida e criativa forma de artesanato catarinense: a renda de bilros.

Fonte:
Agência de Comunicação - Universidade Federal de Santa Catarina (http://www.agecom.ufsc.br/index.php?secao=arq&id=5181)

TRAMÓIA
A Tramóia é uma  renda de bilro exclusiva da Ilha de Santa Catarina, antigamente era conhecida como puxada.

Tecida com sete pares de bilros e normalmente com dois tipos de linha, uma fina e outra grossa.

A linha fina transpassa de um lado e de outro, entremeando a linha grossa, que fica no meio para compor o desenho.

Os desenhos da tramóia têm nomes pitorescos: trevo, quatro patas, coração, corrupio, caracol, mãos, estrela, zig zag, tesoura, bochecha e outros.


Fonte:
ESTRELA DO MAR ARTES
(
http://br.geocities.com/estreladomartes/Rendasdebilro.html)

MARIA MORENA
Tipo de renda de bilro também exclusivo da Ilha de Santa Catarina.